Carta anônima:
"Nesse exato momento sinto uma dor de cabeça misturada à vontade de dormir e à incapacidade de fazê-lo. Já são 01:06 da madrugada e quando não penso em comer penso nele. Um relacionamento curto, porém cheio de expectativas (da minha parte) e intensidade. [...] E não é nem que eu tenha me apaixonado, mas, de certa forma, ele fez com que eu gostasse de cada minuto em que estivéssemos juntos; momentos com os quais sempre sonhei e de que agora sinto falta. Talvez se ele tivesse ficado mais um tempo eu teria me apaixonado. Acho que é isso que mais me frustra: eu não tive a chance de me apaixonar pelo cara bacana que ele foi comigo. [...] Eu me lembro que era um domingo e que nós havíamos ido à praia olhar o pôr-do-sol, mas o sol já havia de posto; assim como qualquer momento que não iríamos mais viver juntos. Um domingo em que dei o último beijo no homem mais surpreendente que conheci - e não chorei. Mas confesso que chorei na quarta-feira, em que ele me avisou que iria embora [...]. Chorei porque sabia que não iria dar certo, ou melhor, se iria ou não dar certo; chorei porque nada mais iria acontecer entre nós. [...]
Assim foi a minha primeira história que não deu certo. História de amor? Não. História de um quase amor, quer dizer, de um possível amor. Um rapaz romântico, inteligente e muito bonito. Um homem que me respeitou [...]. Sempre disposto a conversar ou a ouvir, a se divertir até no momento em que não estávamos dançando ou bebendo, mas sim deitados e entrelaçados um ao outro. O que me movia a estar ali parecia movê-lo também. [...]. Aquele rapaz é um ser humano raro de se encontrar, por isso está tão difícil me desapegar. Diferente de todos os outros, pelos quais possa ter me interessado mais, foi ele quem construiu a imagem que tenho sobre ele - e não eu que inventei. Me pego pensando nele todos os dias e uma pequenina vontade de chorar me surgiu agora (rs).
Não posso mais ficar remoendo aquilo que aconteceu, por apenas um e somente um motivo: eu tive a oportunidade de conhecer e de viver algo com o homem dos meus sonhos. Não com o que as pessoas dizem ser perfeito, mas com o qual EU sempre sonhei. Ele foi meu príncipe e fico muito feliz por ter passado momentos tão bons com uma pessoa como ele.
Escrevo isso para mais ninguém que não seja eu, porque ninguém entenderia (ou se importaria com) essas palavras e esse sentimento a não ser eu. Talvez ele volte em janeiro, TALVEZ. Quero muito que venha, mas prefiro acreditar que não, assim me livro de mais expectativas. Enfim, foi a pessoa com quem mais gostei de estar na minha vida e vou levá-lo com muito carinho para o resto dela. Ele conquistou minha simpatia e o meu apresso com o seu jeito único de ser, mas espero que as coisas funcionem da melhor maneira daqui por diante; seja para nosso reencontro em janeiro ou para que esse momento tenha sido único e eu consiga ser muito feliz (e ele também, é claro), com ele apenas sendo uma das inúmeras lembranças boas da minha juventude. [...]"
10ª Carta
10ª Carta