segunda-feira, 25 de março de 2013

Presa ao impossível

  Essa é uma nova carta, e não é de minha autoria. Ela foi escrita por uma leitora, e acima de tudo grande amiga, e é muito lindo ver o jeito como ela consegue se expressar. Qualquer leitor que tiver vontade de mandar alguma carta para o seu amado, pode seguir o mesmo exemplo. 

   "Odeio essa situação de apego pelo impossível. Às vezes acho que te amo por isso, por ser extremamente dificil te ter pra mim. Mas ao mesmo tempo vejo que mesmo se não fosse, eu te amaria do mesmo jeito. Mais impossível do que a realização do meu sentimento, seria não te amar. De qualquer jeito eu iria te desejar. Não existe essa de que 'se tu o ama, tu vai querer vê-lo feliz mesmo nao sendo contigo'. Eu realmente queria que eu fosse a pessoa que te fizesse feliz, eu que queria te olhar do meu lado toda a manhã, eu queria arrumar as tuas coisas, preparar a tua comida, mesmo eu não sabendo cozinhar, queria ouvir tu cantando no chuveiro enquanto eu escovava os dentes. Mas não fui eu escolhida pelo destino pra isso. E já que é assim, eu quero que a felicidade que eu não posso te oferecer esteja nas mãos dela. Não me sinto feliz pela felicidade que ela te oferece. Mas o máximo que eu posso sentir é calma e um pouco de despreocupação pelo fato de tu estar e ter com ela o que eu não posso te dar. Não sinto raiva. Sinto apenas uma vontade tamanha de ter o poder de mudar tudo. Seria egoísmo da minha parte querer mudar a tua vida feliz por um simples sonho meu? Pode até ser. Mas eu queria só interferir nesse destino que de nada me ajuda e sempre ter tido você comigo, só isso e mais nada. E o que mas me consome é ficar imaginando cenas de algo que, por mais que tente ser positiva, eu sei que dificilmente acontecerá. E o que mais me destrói não é o grau de impossibilidade disso, mas sim o fato de eu não poder lutar por isso. O que mais me mata é eu não estar aí fazendo algo que pudesse mudar o rumo dessa historia. Uma história que no máximo só eu vou guardar.


L.A.N."

FIM - 4ª CARTA




domingo, 24 de março de 2013

Blame it on the rain


     Dinamizando um pouco...
     Adoro essa música, principalmente a letra. Espero que gostem.
     Blame it on the rain - He is we: http://www.youtube.com/watch?v=nRISG6pZIoc


Blame It On The Rain
You got me caught in all this mess
I guess we can blame it on the rain
My pain is knowing I can't have you,
I can't have you

Tell me does she look at you the way I do?
Try to understand the words you say
and the way you move?
Does she get the same big rush,
When you go in for a hug and your cheeks brush?

Tell me am I crazy, or is this more than a crush?

I catch my breath, the one you took
the moment you entered the room
My heart, it breaks, at the thought of her holding you

Does she look at you the way I do?
Try to understand the words you say
and the way you move?
Does she get the same big rush,
When you go in for a hug and your cheeks brush?

Tell me am I crazy, or is this more than a crush?

Maybe I'm alone in this
But I find this peace is solitude knowing
If I had but just one kiss
This whole room would be glowing,
We'd be glowin, we'd be glowin

Does she look at you the way I do?
Try to understand the words you say
and the way you move?
Does she get the same big rush,
When you go in for a hug and your cheeks brush?

Tell me am I crazy, or is this more than a crush?
(x2)
Culpe a chuva
Você me prendeu em toda essa confusão
Acho que nós podemos culpar a chuva
Minha dor é saber que eu não posso ter você,
Eu não posso ter você

Me diga, ela te olha do jeito que eu olho?
Tenta entender as palavras que você diz
e o modo como se move?
Ela tem a mesma emoção,
Quando você a abraça e suas bochechas ficam vermelhas?

Me diga, eu estou louca ou isso é mais que uma paixão?

Recupero meu fôlego, aquele que você levou
No momento em que entrou no quarto
Meu coração, ele se parte, só de pensar nela te abraçando.

Me diga, ela te olha do jeito que eu olho?
Tenta entender as palavras que você diz
e o modo como se move?
Ela tem a mesma emoção,
Quando você a abraça e suas bochechas ficam vermelhas?

Me diga, eu estou louca ou isso é mais que uma quedinha?

Talvez eu esteja sozinha nisso
Mas, eu encontro paz na solidão sabendo que
Se eu pudesse ter ao menos um beijo
Esse quarto inteiro estaria brilhando
Nós estaríamos brilhando, nós estaríamos brilhando

Me diga, ela te olha do jeito que eu olho?
Tenta entender as palavras que você diz
e o modo como se move?
Ela tem a mesma emoção,
Quando você a abraça e suas bochechas ficam vermelhas?

Me diga, eu estou louca ou isso é mais que uma quedinha?
Me diga, eu estou louca ou isso é mais que uma quedinha?


 






quarta-feira, 20 de março de 2013

É relativo

     "Para cada conceito criado pelo homem, há uma relativização. Coloquialmente, a visão de um a cerca de um determinado assunto pode ser diferente da de um outro, devido a uma série de fatores. Sendo um pouco objetiva, o conceito de amor é tão relativo que se torna uma verdadeira batalha fazer com que o outro aceite a sua posição em relação a ele. E não poderia deixar de mencionar que o amor, tirando toda a sua relatividade, é indecifrável, praticamente impossível de ser descrito nas palavras de qualquer um. Seria perda de tempo, então, tentar fazê-lo? Não se sabe, é relativo.
     Supondo que na sua visão seja perda de tempo, irei perder meu tempo aqui, nessa carta, tentando (mesmo que eu saiba que serão infinitas as coisas que esquecerei de lhe mencionar; que irei fracassar) representar em palavras o que penso sentir por você. Mas como já se sabe, é tudo tão relativo.
     A primeira vez que lhe vi, tratei apenas de agradar minha visão com a inalcançável beleza do seu físico. Então, depois, passei a lhe estudar. Com o passar do tempo, me vi o admirando e o amando com todas as forças que jamais imaginaria ter - você, involuntariamente, as disponibilizou a mim. Sempre me atendo aos mínimos detalhes, como o simples e lindo ato do seu caminhar ("sem muita certeza de como sentir sobre isso... algo no jeito como você se move" ♫), ou acompanhando o crescimento de sua barba em conjunto com o de seus cabelos perfeitos (o ápice de sua beleza); como a maneira como se dá com o esporte, que parece ser uma grande paixão na sua vida, me causando muito orgulho por você ser tão eficiente naquilo que se propõe a fazer... E atualmente, me vejo, perdidamente apaixonada e escrevendo essa carta. 
     Como eu havia imaginado, eu fracassei. Mas eu sabia que não haveriam linhas ou palavras suficientes para sustentar ou demonstrar o meu sentimento por você. Só eu sei como queria que você me desse o resto de nossas vidas, para que a cada dia eu lhe dissesse uma razão porque o amo. De fato, teríamos que viver uma eternidade para que eu pudesse lhe dizer os meus motivos. Só há um único problema. Eu lhe amo? Eu tenho certeza que sim. E você?
     Como eu odeio esse negócio de tudo ser relativo.

Natássia"

FIM - 3ª Carta

quarta-feira, 13 de março de 2013

Apenas uma resposta

      "O conceito de amar, para mim, é indiscutível. Pois depende de quem sente, depende de como o amado acha que se deve sentir, de como cada pessoa - em um universo de mais de sete bilhões - define como seja. Ou seja, é tão subjetivo que não existe um conceito exato. Mas o que todos temos em comum é que, apesar de sentirmos, não sabemos ao certo expor em palavras o que verdadeiramente ocorre dentro de nós; não há como seguir uma linha tênue, já que é algo que foge ao plano da fala, da escrita, da matéria. Então, pergunto a você, meu amor: saberia colocar em palavras o que sente realmente por alguém? Teria coragem para isso? Porque há quatro anos eu venho tentando fazê-lo. E com o passar desse mesmo tempo, sempre soube que falharia, que jamais seria capaz de seguir a tal linha tênue
      Mesmo que eu colocasse aqui, nessa carta, que amo vê-lo - mesmo que de longe -; admirá-lo; ver o modo como trata e brinca com as crianças - é algo tão extraordinário e lindo de se ver, mesmo que ao seu olhar seja seu trabalho ou algo normal, causa em mim um reboliço de emoção e prazer ao vê-lo ensinando e cuidando delas (confesso que imagino vendo-o cuidar de nossos próprios filhos, num futuro inexistente); como você se coloca em frente a uma bola, seja com simples brincadeiras (que ao meus pés seriam impossíveis de serem reproduzidas) ou como algo mais sério - você é tão eficiente e magnífico naquilo que faz, que chega a doer dentro de mim não estar ao seu lado dizendo o quão perto da perfeição você chega; até os pequenos detalhes, como o fato de como você lindamente anda, de como amacia os cabelos tão lisos, de como fala - e sua voz tem um poder inimaginável sobre meu simples ser. Mesmo que eu lhe dissesse que adoraria acompanhar e apoiá-lo em tudo aquilo que você almejasse fazer, ou simplesmente abraçá-lo, demonstrando em um ato tudo aquilo que essas palavras não são capazes e também desejando passar um bom tempo ali, sentindo seu corpo perto do meu, seu cheiro, e lhe amando.
      Nada disso passaria perto ou representaria o sentimento que guardo por você - ou o que penso guardar. Eu sei que você ama alguém, e o meu pedido, de verdade, não é que retribua o que sinto (porque apesar de não entender o amor, entendo perfeitamente o significado de utópico), por favor, não pense que é isso. Só quero passar a você, ou pelo menos tentar, algo que tomou conta de mim há um bom tempo. Mentira. O que quero realmente é descobrir se, no seu conceito de amor, eu realmente lhe amo. Quero saber se realmente conseguiu compreender que lhe amei. Ou se o meu amor, algo tão lindo e raro (para mim), é algo bem longe disso para você, apenas algo pequeno, dispensável, banal e inútil. Só lhe peço essa resposta, só essa.

Natássia"

FIM - 2ª Carta

sábado, 9 de março de 2013

Pureza de um sentimento

     Essa carta foi escrita no dia 12 de dezembro de 2011. Foi a primeira carta que fiz para o homem cujo feito maior foi roubar meu coração para si. Há uma leve coloquialidade, também imaturidade, e é importante frisar que parece mais ser uma conversa com um possível leitor do que com o homem que penso amar (e seria essa a carta a qual eu iria entregar para ele), o que instiga ainda mais a atenção para o desenvolvimento do sentimento, fortificado com o passar do tempo, e representado nas próximas cartas.
     Talvez, essa carta não seja ideal para a primeira postagem do blog, mas confesso que a achei tão bruta, que nem me dei o trabalho de lapidá-la, a fim de ver o modo como me expresso em palavras com as outras produções, e é bonito de acompanhar. Vamos ver o começo de toda a ideia para o blog. Peço que não se atenham aos pequenos e falhosos detalhes, já citados anteriormente, e sim na beleza da pureza de um sentimento ainda sendo descoberto.

               "Veja bem, esta história de amor é um pouco diferente das demais, pelo menos das quais já estou acostumada a ouvir, ou ler, ou a conhecer. Talvez pelo fato de eu nunca ter criado contato com o homem que eu amo, ou por eu ter a certeza de que jamais algum dia poderei ter algo com ele, construir uma história ao seu lado. Todos me dizem ser impossível, e assim como eles, eu sei que não será possível realizar esse meu sonho. Eu meio que estou aprendendo a conviver com essa situação, digo, aprendendo a aceitar, e apenas desfrutar do amor que sinto por ele...
                Há um ano (em 2010), na 8ª série, eu entrava na minha nova escola, e foi lá que o vi pela primeira vez. Eu sei o que você provavelmente deve estar pensando: “ah, ela é uma adolescente, é só uma fase, depois passa...” ou até mesmo “isso é só uma paixãozinha”. Bom, enquanto a primeira frase, o que eu tenho a dizer é que eu sei que eu sou uma adolescente, mas também sou um humano, que vive uma fase, e essa fase, querendo ou não, é a fase em que eu penso estar sentindo amor por alguém, e esse alguém é ele. Não é assim mesmo? Nós vivemos as fases, não é só porque eu sou uma adolescente que eu não possa sentir amor de verdade, que tudo o que eu sinto seja passageiro. Eu não acredito nisso. Acredito que por ser adolescente, tenho várias dúvidas, e problemas, mas todos nós temos. Crianças, adolescentes, adultos, idosos, humanos em geral. Enquanto a segunda frase, eu não tenho nada a dizer, porque eu sei que sinto amor, mas ao ver de qualquer outro alguém, isso seja apenas um encantamento passageiro, um sentimento de fase, ou até mesmo deve haver alguém que ache que o que sinto por ele seja real. Cada qual com a sua opinião. Mas eu prefiro continuar a história, e deixar os julgamentos para depois.
                Na época, eu achava ser só mais um rosto bonito. E também gostava de outro rapaz. Mas sem muitos detalhes. Eu só sei que teve um final meio trágico, aliás, não um final, porque mesmo ele me dizendo que não seria nada mais que um amigo meu, eu continuei a gostar dele. Bem, você poderia me chamar de masoquista quando o assunto que estiver sendo abordado for o amor, eu não discordaria, tampouco retrucaria, porque talvez essa seja a verdade. Voltando... Eu já não queria mais amá-lo, e isso me deu forças para tentar esquecê-lo. Um progresso, já que antigamente, nem conseguir tentar eu conseguia. Estranho, eu sei. E surgiu ele, com toda a sua beleza, com todo o seu charme, com todo o seu encanto de príncipe. Juntando A+B, consegui esquecer o primeiro, mas aí me apaixonei pelo homem por quem hoje acredito sentir amor. Digamos, que foi uma "troca" justa, e muito gentil. Porque assim eu me tornei amiga de um após um tempo de esquecimento do dito cujo, e me apaixonei por um rapaz, que apesar de se demonstrar bem mais impossível de se tornar meu, me faz mais feliz, e sofrer bem menos que o outro. Vale ressaltar que eu sou feliz sentindo amor por ele. Digo, não sofro por ser um amor platônico, só agradeço pela chance de ter conhecido um homem tão admirável quanto. Mas claro, que eu estaria mil vezes mais feliz se ele estivesse ao meu lado...
                Ele é tão lindo, tão autêntico. Talvez o homem mais lindo que eu já tenho visto em toda a minha vida. Ele é cheio de graciosidade, quando ele passa por mim e eu sinto aquele cheiro maravilhoso, ou sinto a energia de seu ser. Não posso decifrar o quão bom é isso. E não sei como agradecer por amar alguém tão especial como ele. Seus cabelos são lisos, sedosos, maravilhosos. Seu corpo fenomenal, e executa os movimentos mais contagiantes e sedutores possíveis. Seu rosto é dono dos traços mais bem trabalhados do mundo. Ele é dono de um rosto poderoso, que carrega a imagem e semelhança da perfeição, e se não chegar a tanto, pelo menos perto disso. Sua voz, e a maneira como ele se expressa... Sem palavras. Eu poderia dizer as melhores palavras do mundo, mas nenhuma seria capaz de demonstrar o verdadeiro sentimento que ele conseguiu, sem nenhum esforço ou vontade, colocar dentro de mim. E eu amo o tanto por isso. Tenho tanto a agradecer a ele, por ter me mostrado um dos sentimentos mais lindos e prazerosos que um ser vivo pode ter dentro de si: o amor.
                Eu só não digo tudo isso a ele por medo de prejudicá-lo. Prejuízos do tipo: perder o emprego por minha culpa, ou brigar com a mulher que ele ama (sim, ele tem uma namorada), ou qualquer outra coisa. Mas ninguém pode dizer que há uma infelicidade em mim por causa disso. Não, o amor que sinto por ele só me fez bem, só me trouxe alegria, apesar dos pesares. Fez de mim melhor.
                Então, com a minha história acaba-se o mito de quem ama e não é correspondido tem que ser, obrigatoriamente, infeliz. Não mesmo. Eu adoro amá-lo, independentemente de ser correspondida ou não. É um sentimento bom, meigo, puro, positivo. E não há nada nele que faça de mim uma infeliz. Eu o amo, e é isso.

Natássia Portela"

FIM - 1ª Carta